quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

“Precipício” (27/12/2010)

Esse telefone que não toca
Esse ponteiro que não mexe
Essa solidão intacta

Escondo-me nas vísceras
Não quero ceder as ilusões
Atirar-me em indiferenças

Toda espera é uma prova
Todo romance é um risco
Toda esperança um fardo

Meu tempo me engana
Minhas noções te confundem
Minhas verdades mentem

Penso agora em limites
Como se pudesse enquadrar
Como se pudesse esquecer

Resumi a um talvez
Uma indevida felicidade
Sem data e hora marcada

Estou em silêncio
Esperando que o teu me diga
Como iremos calar

Estamos à beira de nós.

Ass: Danilo Mendonça Martinho

9 comentários:

  1. Caraleo Danilo, ce ta bem man? Ehehehe, brincadeiras a parte. O silêncio cala tudo meu caro!

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  2. Me senti caindo contigo.
    Ainda estou tonto.

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  3. O amor é isso mesmo, precipício, salto sem rede diz a Lya Luft.
    E eu salto toda vez.

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  4. Resquícios de dezembro, inundando nosso janeiro e nossa pele.
    Engraçado, mas por um momento tive a sensação de ter feito esse poema.
    Olha que engraçado? Sensações parecidas e todas as palavras que eu diria.
    Um bj.

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  5. Não ceder às ilusões é o mais difícil. E sim, a esperança é um fardo.

    Adoro tua poesia.
    Eu sinto

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  6. Como iremos acabar? e será que de fato isso vai acontecer. Eu sei que há dias estou querendo me abandonar em mim mesma e me deixar num canto qualquer, longe de tudo e de todos. Mas tem horas que o mundo quer nos exibir e fica impossível se esconder. rs
    Bacio

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  7. O telefone que não toca, as palavras que não falam, os sentimentos que pulsam.. O nós, o nós...

    Beijos e beijos

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  8. Danilo!=)
    São tantas as vezes em que eu me encontro a beira de um precipicio!=/

    Seus posts me encantam!
    Beijos!xD

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  9. Tem vezes que o silêncio dói mais que as palavras.

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