terça-feira, 3 de dezembro de 2013

“Ideal” (17/11/2013)

Minha descrição, minhas adivinhações sempre estiveram erradas. A única coisa que sabia é que a vida me mostraria muito mais. Ela não deixou por menos. O que sinto ainda é indiscritível. Curioso algo que vive dentro de nós ser tão desconhecido. Só poderia descobrir isso contigo, minha alma jamais revelaria esse gosto se não fosse diante do amor verdadeiro, se não fosse na presença do que jamais a deixará. Quando coloco este sentimento nesta medida de eterno é que já não ligo ele necessariamente aos nossos corpos, muito menos a esse tempo. A impressão de já estar aqui antes de nós talvez não seja tão distante da realidade. Hoje ele toma partido em todos os meus planos de futuro. Não é invasão, eu não saberia o que fazer sem ele, não saberia o que sonhar. Vivi sem este sentimento e poderia seguir sem ele, mas é escancarado que não quero. Cada dia olho em frente e antecipo em meu coração todas as coisas que ainda passaremos nesta vida e a perspectiva deste amanhã faz este agora tão mais feliz. Desvendo mais de mim quando estou com você e sinto que sou melhor quando somos dois. Sem somar, apenas completando. Não sei o que a vida trará diante outros desejos, mas sei com quem enfrentarei todos os desafios. O que sinto ainda é só meu, mas é o mais próximo que já pude definir o amor, completo e atemporal. 

Ass: Danilo Mendonça Martinho

Um comentário:

  1. Ela toma o espaço dos hábitos vazios. Agora tudo é cheio!

    Abraço poeta, linda vida!

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