O que aqui escrevo está condenado
Retrógrado, antiquado, parcial
Censurado e perseguido
Pelas causas que não nasceram
A palavra está sujeita ao futuro
Contextos mudam significados
Interesses pedem pontos de vista
Não há meio termos, apenas lados
O consagrado pode se tornar grotesco
Como um dinheiro que perde valor
Uma interpretação que desfaz uma obra
Quem serão esses donos da verdade?
Ninguém está aqui nesta escrivaninha
Como garanto que ninguém esteve lá
O passado não vai moldar o futuro
O poeta registra sua época
O homem constrói sua história
Ass: Danilo Mendonça Martinho
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
“Não Ainda” (15/09/2012)
A brisa ainda sopra entre os raios de Sol
O inverno permanece como pano de fundo
Insistente em reinar por toda sua época
Ele gela as madrugadas
Esconde o mundo na cerração enquanto puder
Raramente ainda consegue unir negras nuvens
Ele sabe que seu tempo é escasso
Mas não desiste em vivê-lo na plenitude
Pega desprevenidos os que olham, mas não abrem as janelas
O horizonte engana, ele ainda está aqui
Não é uma simples questão de nostalgia
É entender qual lugar pertencemos
O inverno não vai se importar de partir
Mas vai soprar esse vento gelado até lá
Todo mundo tem seu propósito na vida
Não há porque desistir antes do fim
Abri a porta e deixei a estação entrar
Contar para mim seus últimos segredos
Ainda há tempo de um abraço
Ainda existe melancolia no fim de tarde
Ainda sopra um vento virtuoso na alma
O inverno ainda há de convalescer os corações
Ass: Danilo Mendonça Martinho
O inverno permanece como pano de fundo
Insistente em reinar por toda sua época
Ele gela as madrugadas
Esconde o mundo na cerração enquanto puder
Raramente ainda consegue unir negras nuvens
Ele sabe que seu tempo é escasso
Mas não desiste em vivê-lo na plenitude
Pega desprevenidos os que olham, mas não abrem as janelas
O horizonte engana, ele ainda está aqui
Não é uma simples questão de nostalgia
É entender qual lugar pertencemos
O inverno não vai se importar de partir
Mas vai soprar esse vento gelado até lá
Todo mundo tem seu propósito na vida
Não há porque desistir antes do fim
Abri a porta e deixei a estação entrar
Contar para mim seus últimos segredos
Ainda há tempo de um abraço
Ainda existe melancolia no fim de tarde
Ainda sopra um vento virtuoso na alma
O inverno ainda há de convalescer os corações
Ass: Danilo Mendonça Martinho
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
“Manchete” (13/09/2012)
A palavra se precipitou
Entregou a verdade
Nas mãos da ilusão
Passou seca pela garganta
Desaguou em desespero
O sentimento mora perto
A tragédia é diária
Corpos alheios do contato
Ruas cheias de objetos
Mas nenhuma revolta
Tudo já virou paisagem
Desde a alegria até a miséria
A palavra também abriu mão
A fé no que é humano
Sobrevive ao jornal na TV
Ao tiroteio no cruzamento
À fome do concreto
À sede pelo poder
Até que a última voz se renda
E não exista mais porta para bater
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Entregou a verdade
Nas mãos da ilusão
Passou seca pela garganta
Desaguou em desespero
O sentimento mora perto
A tragédia é diária
Corpos alheios do contato
Ruas cheias de objetos
Mas nenhuma revolta
Tudo já virou paisagem
Desde a alegria até a miséria
A palavra também abriu mão
A fé no que é humano
Sobrevive ao jornal na TV
Ao tiroteio no cruzamento
À fome do concreto
À sede pelo poder
Até que a última voz se renda
E não exista mais porta para bater
Ass: Danilo Mendonça Martinho
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
“Um dia de cada vez” (10/09/2012)
Perdoa se o alvorecer parte
A felicidade é perene
Os caminhos que se desenham
Sempre voltam
A primavera pode ser a primeira
Mas os espinhos já feriram
O que vinga nesse jardim
É vida que desconsidera o tempo
O fim de tarde guarda a cor da memória
O mundo gira em nostalgia
O sonho recria o encontro
Acordar é sempre um novo desejo
Perdoa se a noite volta solitária
Não é preciso nenhuma aurora
O sentimento é a eminência
Do que já existe fora de si
Dorme com a certeza
O futuro é um lugar desconhecido
Mas para onde viajamos com a alma
Levamos quem a gente quiser
Ass: Danilo Mendonça Martinho
A felicidade é perene
Os caminhos que se desenham
Sempre voltam
A primavera pode ser a primeira
Mas os espinhos já feriram
O que vinga nesse jardim
É vida que desconsidera o tempo
O fim de tarde guarda a cor da memória
O mundo gira em nostalgia
O sonho recria o encontro
Acordar é sempre um novo desejo
Perdoa se a noite volta solitária
Não é preciso nenhuma aurora
O sentimento é a eminência
Do que já existe fora de si
Dorme com a certeza
O futuro é um lugar desconhecido
Mas para onde viajamos com a alma
Levamos quem a gente quiser
Ass: Danilo Mendonça Martinho
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
“O sorriso da palavra” (05/09/2012)
A palavra deixou de doer
Perdeu assim, sua companhia
A alegria figurou como desconhecida
Indigna de um comentário
Se fosse melancolia falando de felicidade
Reuniriam-se todos para aplaudir
Mas é apenas a verdade descrevendo realidades
O que é o amor se não derrama?
Nota pé de um jornal qualquer
Ninguém quer as palavras doces
O coração amargo não acredita
Mas compra tudo que é utopia
Cercando-se de um vazio
Como é difícil olhar em frente
Ouvir dizer que o sonho existe
E nem poder ver o teu desenho
Que triste fim à palavra sorriso
Descobrir-se solidão como o inimigo
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Perdeu assim, sua companhia
A alegria figurou como desconhecida
Indigna de um comentário
Se fosse melancolia falando de felicidade
Reuniriam-se todos para aplaudir
Mas é apenas a verdade descrevendo realidades
O que é o amor se não derrama?
Nota pé de um jornal qualquer
Ninguém quer as palavras doces
O coração amargo não acredita
Mas compra tudo que é utopia
Cercando-se de um vazio
Como é difícil olhar em frente
Ouvir dizer que o sonho existe
E nem poder ver o teu desenho
Que triste fim à palavra sorriso
Descobrir-se solidão como o inimigo
Ass: Danilo Mendonça Martinho
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
“Amor é parte”
O mundo existe sem amor
A madrugada faz companhia
A penumbra suspira
O Sol se levanta
O horizonte colore
Os olhos resguardam
A alma ainda é profunda
A natureza respira
Entre cantos e sopros
A chuva vence o concreto
Alimenta vida
O passo segue em frente
O desejo continua doce
O abraço aconchega
A mão estende
O céu vira brigadeiro
O amigo da risada
Nada vem de graça
Tem patrão, tem horário
Sorvete na praça
Jogo de futebol
Tem pôr-do-sol
O cansaço do final
Um lar para voltar
O pensamento que se perde
A esperança ainda vive
Tem sonho, tem reza
As estrelas brilham
A felicidade é possível
Viver com amor
É uma escolha
Ass: Danilo Mendonça Martinho
A madrugada faz companhia
A penumbra suspira
O Sol se levanta
O horizonte colore
Os olhos resguardam
A alma ainda é profunda
A natureza respira
Entre cantos e sopros
A chuva vence o concreto
Alimenta vida
O passo segue em frente
O desejo continua doce
O abraço aconchega
A mão estende
O céu vira brigadeiro
O amigo da risada
Nada vem de graça
Tem patrão, tem horário
Sorvete na praça
Jogo de futebol
Tem pôr-do-sol
O cansaço do final
Um lar para voltar
O pensamento que se perde
A esperança ainda vive
Tem sonho, tem reza
As estrelas brilham
A felicidade é possível
Viver com amor
É uma escolha
Ass: Danilo Mendonça Martinho
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
“Refeição a meia-noite” (21/08/2012)
Sobre a mesa o silêncio
À meia luz de um pensamento
Na penumbra da palavra
A paz suspira
Entre paredes inertes
Reverbera a falta nos ouvidos
A chance de fuga essencial
Para os meandros do que é próprio
Sento-me neste cômodo
Sirvo-me de calma
Desfaço-me por pedaços
Sou apenas um despercebido
Raros seriam os indivíduos
Que ao jantarem sós
Enxergariam na solidão
A grandeza de ser nada
Ass: Danilo Mendonça Martinho
À meia luz de um pensamento
Na penumbra da palavra
A paz suspira
Entre paredes inertes
Reverbera a falta nos ouvidos
A chance de fuga essencial
Para os meandros do que é próprio
Sento-me neste cômodo
Sirvo-me de calma
Desfaço-me por pedaços
Sou apenas um despercebido
Raros seriam os indivíduos
Que ao jantarem sós
Enxergariam na solidão
A grandeza de ser nada
Ass: Danilo Mendonça Martinho
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