quarta-feira, 3 de abril de 2013

“Precipitação”

Há quem não sinta teu cheiro no asfalto
Quem não reconheça que vence qualquer superfície
E vive a embrenhar-se em busca de almas
Como podem não escutar teus suspiros?

O humano é mais fechado que pedras
O mundo algumas vezes é muito frio
Talvez esse nosso encontro seja raridade
Sabemos que uma paixão pode enganar os sentidos

Tua chegada a noite as vezes me assusta
Contra quem guarda tanta violência?
Acredito que apenas não abandona tua essência
A emoção te leva a todo lugar

Confesso, te amo mais quando sem pressa
Te faz mais companhia que passagem
Sorrio quando você observa a vida
Querendo saber se tudo segue a sua espera

O ar por aqui mudou muito
Mas vejo que isso não te incomoda
Tem fé nos teus desejos
Por mais que eles desaguem

A minha janela permanece aberta
Já acomodei meus braços no parapeito
Minha alma as vezes seca
Saudades de você chuva, saudades de você

Ass: Danilo Mendonça Martinho

4 comentários:

  1. Lindo texto:" minha alma as vezes seca...saudade de você chuva, saudade de você"...Também estou necessitada de chuva!beijos

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  2. Momentos de reflexão, prenunciam o lavar da alma.

    Abraços poeta!

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  3. Seu desaguar é sublime, retira dos poros toda sequidão.
    Abraços

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  4. ''Talvez esse nosso encontro seja raridade
    Sabemos que uma paixão pode enganar os sentidos''

    Ah, Danilo... Respeito suas palavras.

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