O amor manda?
É absoluto em suas vontades?
Há espaços para questionamentos?
Existe alguma forma de fugir?
E se o amor for ditadura?
Sob seu estado embriagante
O prazer é lei marcial
Verdades caem como chuva
Sintonizados no mesmo canal
O que divide a linha do horizonte?
O aqui tem limites no corpo
A vida não tem uma única face
A plenitude não está no que é sempre
É o que segue mesmo sem ser
O amor reina junto da dor
Ass: Danilo Mendonça Martinho
domingo, 26 de abril de 2015
domingo, 19 de abril de 2015
“Encontrar-ser” (09/04/2015)
Não me resta ser poeta
É tudo que sou antes de ser resto
Nem sempre fazemos o que somos
Fazemos de nosso todo uma parte
Pedaços espalhados pela sala de estar
O espelho ignora o que não esconde
A fé cega no que podemos ser
Não enxerga o que já não sou
A palavra procura rima
A vida procura seguir
Ninguém está pronto para ser todo
Só que não há nada que me resta
Ass: Danilo Mendonça Martinho
É tudo que sou antes de ser resto
Nem sempre fazemos o que somos
Fazemos de nosso todo uma parte
Pedaços espalhados pela sala de estar
O espelho ignora o que não esconde
A fé cega no que podemos ser
Não enxerga o que já não sou
A palavra procura rima
A vida procura seguir
Ninguém está pronto para ser todo
Só que não há nada que me resta
Ass: Danilo Mendonça Martinho
domingo, 12 de abril de 2015
“Linhas imaginárias” (03/04/2015)
O meio do caminho
Não é metade do que sou
O que era deixei quando parti
O que quero não me pertence
Estou vazio e estar também se sente
O temporário é finito e indeterminado
Até quando não poderei vestir o que sou?
Até quando terei que estar o que sinto?
Se é meio, falta tudo que já caminhei?
Meio não é metade
É uma palavra perdida no nada
O onde é apenas um qualquer
Indiferentes somos infinitamente comuns
Na ausência do que sou quem toma a decisão?
Não ter lugar é o mesmo que não se reconhecer?
As escolhas nos fazem únicos
Pois o que me trouxe até aqui, destino ou direção?
O caminho não é um limite
Cruzamos as fronteiras das incertezas
Traçar sonhos expande a alma
Mudança não tem norte apenas desejo
Se em algum momento me deixei para trás
Foi porque amava algo o suficiente para me levar adiante
O momento que deixei de ser, deixei de estar
O meio é uma ilusão, estamos à margem....
Ou na correnteza tentando seguir o coração.
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Não é metade do que sou
O que era deixei quando parti
O que quero não me pertence
Estou vazio e estar também se sente
O temporário é finito e indeterminado
Até quando não poderei vestir o que sou?
Até quando terei que estar o que sinto?
Se é meio, falta tudo que já caminhei?
Meio não é metade
É uma palavra perdida no nada
O onde é apenas um qualquer
Indiferentes somos infinitamente comuns
Na ausência do que sou quem toma a decisão?
Não ter lugar é o mesmo que não se reconhecer?
As escolhas nos fazem únicos
Pois o que me trouxe até aqui, destino ou direção?
O caminho não é um limite
Cruzamos as fronteiras das incertezas
Traçar sonhos expande a alma
Mudança não tem norte apenas desejo
Se em algum momento me deixei para trás
Foi porque amava algo o suficiente para me levar adiante
O momento que deixei de ser, deixei de estar
O meio é uma ilusão, estamos à margem....
Ou na correnteza tentando seguir o coração.
Ass: Danilo Mendonça Martinho
domingo, 5 de abril de 2015
“Edição de outono” (19/03/2015)
Imprimo-me seco
Na maior variedade de marrons que achei
Estalo a cada passo
Ajeitando minhas entranhas com o vento uivoso
Forro meu chão
Papéis picados e esquecidas cartas de amor
Tiro meu véu
E sobra apenas o azul, da esperança ao desespero
Acalmo a vida
Comigo há de não ter pressa o amanhã
No espelho amarelado
Reflito sobre tudo que leva até aqui
Visto outra estação
Para ver se me sirvo e descubro como seguir
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Na maior variedade de marrons que achei
Estalo a cada passo
Ajeitando minhas entranhas com o vento uivoso
Forro meu chão
Papéis picados e esquecidas cartas de amor
Tiro meu véu
E sobra apenas o azul, da esperança ao desespero
Acalmo a vida
Comigo há de não ter pressa o amanhã
No espelho amarelado
Reflito sobre tudo que leva até aqui
Visto outra estação
Para ver se me sirvo e descubro como seguir
Ass: Danilo Mendonça Martinho
domingo, 29 de março de 2015
“Simples” (17/03/2015)
Que o dia passe
Mas não me traga esperanças
Apenas me leve
Como folha de outono libertada
Que a vida preencha
Os passos os quais não sei seguir
Me conceda um sinal
Para que o horizonte não seja infinito
Que me tome pela mão
As palavras que não devia abandonar
Nas noites frias
Quero apenas um cobertor sem sonhos
Dormir com o peso do corpo
Deixar a alma ir para onde quiser
Que seja feliz
Acabar com a busca sem propósito
Hoje sou pleno
Amanhã poderei ser tudo
Natural é ser livre
Cair no outono....renascer numa primavera qualquer
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Mas não me traga esperanças
Apenas me leve
Como folha de outono libertada
Que a vida preencha
Os passos os quais não sei seguir
Me conceda um sinal
Para que o horizonte não seja infinito
Que me tome pela mão
As palavras que não devia abandonar
Nas noites frias
Quero apenas um cobertor sem sonhos
Dormir com o peso do corpo
Deixar a alma ir para onde quiser
Que seja feliz
Acabar com a busca sem propósito
Hoje sou pleno
Amanhã poderei ser tudo
Natural é ser livre
Cair no outono....renascer numa primavera qualquer
Ass: Danilo Mendonça Martinho
domingo, 22 de março de 2015
“Entre a luz e a sombra” (03/03/2015)
Eu gosto da penumbra, enxergar o que está lá fora sem revelar o que há por dentro. Você pode achar estranho um poeta que esconde seus sentimentos, ou você é um daqueles que enxergam as entrelinhas. O segredo das palavras é o mesmo das pessoas, é tudo que não é dito. Na penumbra me escondo para ver se encontro alguma verdade. As outras alternativas são: lhe perguntar e saber, até onde permitir, tua versão pública da verdade; Outra é me expor tentando ganhar sua confiança e você responder com algo que não terei garantia alguma da profundidade; Eu também posso mentir e você, mesmo suscetível e entregue a ilusão, será algo que imagina, mas não sente. É natural que sejamos assim.....deceptivos. Há tanto exposto que hemos de proteger o que permanece íntimo. Então não julgue meu gosto pela penumbra. Eu sinceramente viveria em luz total, mas se é aqui que te encontro livre, é aqui que poderei ser realidade.
Ass: Danilo Mendonça Martinho
domingo, 15 de março de 2015
“Agenda” (28/02/2015)
Não consigo evitar de ver a chuva caindo lá fora
A cada lembrança do que preciso um raio me ataca
E permaneço inerte tentando achar o que mudou
Quando toda essa alma virou um fardo
Minha razão grita por uma liberdade que desconhece
O vento que passa é o vento que sopra.....sem resposta
Sinto que quero negligenciar minha vida por completo
Deixar de ser tantos para ser nenhum
O ônibus que passa e volta.....e se deixa levar
Querer me impõe escolhas que não me cabem
Sou insuficiente de vontade para ser o tempo todo
A decepção cotidiana do espelho me destrói
Não há um passo nessa vida que eu posso planejar
É necessário ignorar o que preciso para me distrair
Ou ignorar o que eu quero pelo que preciso
Abandonar minha liberdade para controlar o que faço
Chuva, quem te manda cair?
Vai acabar o dia e deixarei alguma parte de mim de lado
Quero seguir naturalmente como suas águas
Aceitar a cada segundo sem saber do próximo
Um querer sem planos, um relógio sem pressa
Para que nenhum final de dia eventualmente me mate
Ass: Danilo Mendonça Martinho
A cada lembrança do que preciso um raio me ataca
E permaneço inerte tentando achar o que mudou
Quando toda essa alma virou um fardo
Minha razão grita por uma liberdade que desconhece
O vento que passa é o vento que sopra.....sem resposta
Sinto que quero negligenciar minha vida por completo
Deixar de ser tantos para ser nenhum
O ônibus que passa e volta.....e se deixa levar
Querer me impõe escolhas que não me cabem
Sou insuficiente de vontade para ser o tempo todo
A decepção cotidiana do espelho me destrói
Não há um passo nessa vida que eu posso planejar
É necessário ignorar o que preciso para me distrair
Ou ignorar o que eu quero pelo que preciso
Abandonar minha liberdade para controlar o que faço
Chuva, quem te manda cair?
Vai acabar o dia e deixarei alguma parte de mim de lado
Quero seguir naturalmente como suas águas
Aceitar a cada segundo sem saber do próximo
Um querer sem planos, um relógio sem pressa
Para que nenhum final de dia eventualmente me mate
Ass: Danilo Mendonça Martinho
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