Não é que a vida deixe de se criar
Ou que nós abandonamos nossos passos
Mas um dia a lembrança simplesmente invade
E todo agora se completa com uma história
Aquela estrada que ainda não existia
A noite mais fria da vida
Diversão tinha outras cores
Que os jovens de hoje não enxergam
Não há lugar que o passado não entre
A nostalgia vira companhia da rotina
Não sei se para suportar a realidade
Ou para adornar os dias
Perdido nas palavras eu sorrio
Há uma alma cheia de lugares na minha frente
A esperança de preencher a minha
Que amanhã eu tenha o que contar
Ass: Danilo Mendonça Martinho
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
“Descanso” (16/01/2013)
O sol sempre nasce
A natureza sempre respira
Mas nosso olhar divaga
Se perde na distração da rotina
O tempo nos pede outras coisas
Contemplar a vida permanece na lista
Mais esquecido do que lembrado
Tem uma cadeira vazia na beira da praia
Tem um banco esperando na varanda
Tem uma rede balançando em ócio
Há tanta paz nas frestas do mundo
Nós aqui sem ao menos desviar o caminho
Ninguém precisa de permissão para parar
Faça sempre que precisar
É a alma que sustenta o corpo
É a imensidão da vida que alimenta a alma
Ass: Danilo Mendonça Martinho
A natureza sempre respira
Mas nosso olhar divaga
Se perde na distração da rotina
O tempo nos pede outras coisas
Contemplar a vida permanece na lista
Mais esquecido do que lembrado
Tem uma cadeira vazia na beira da praia
Tem um banco esperando na varanda
Tem uma rede balançando em ócio
Há tanta paz nas frestas do mundo
Nós aqui sem ao menos desviar o caminho
Ninguém precisa de permissão para parar
Faça sempre que precisar
É a alma que sustenta o corpo
É a imensidão da vida que alimenta a alma
Ass: Danilo Mendonça Martinho
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
“Forças” (08/01/2012)
Há quem viva na beira do caminho
O mar carregou, mas insistiu
Ninguém volta sem marcas
A cicatriz nos diferencia tanto
É difícil aceitar sem reconhecer
Mas não há mão estendida
O estranho deve saber seu lugar
Toda essa luta para voltar
Não há espaço para pedir socorro
Existe caminho sem volta
A escolha será sempre do outro
Isso não nos faz isentos
Expulsamos tudo que é diferente
Evitamos o desconhecido
Como se um fosse fazer tudo ruim
Mas o todo não pudesse fazer desse um, bom
Ass: Danilo Mendonça Martinho
O mar carregou, mas insistiu
Ninguém volta sem marcas
A cicatriz nos diferencia tanto
É difícil aceitar sem reconhecer
Mas não há mão estendida
O estranho deve saber seu lugar
Toda essa luta para voltar
Não há espaço para pedir socorro
Existe caminho sem volta
A escolha será sempre do outro
Isso não nos faz isentos
Expulsamos tudo que é diferente
Evitamos o desconhecido
Como se um fosse fazer tudo ruim
Mas o todo não pudesse fazer desse um, bom
Ass: Danilo Mendonça Martinho
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
“Fortaleza” (07/01/2012)
É estranho defender a si
Parecemos utópicos
Contrariando por simples despeito
O diferente, o alternativo
Amaldiçoado a se arrepender
Segregado por uma escolha
Como é difícil perseguir um sonho
Ninguém quer se ver só
Se preciso destrói horizontes
Tudo por sua causa mesmo que perdida
O querer não sobrevive fora da alma
Precisa do coração certo
E de uma força desconhecida
Pois a oposição pode ser todo resto
Caminhos não faltam
A felicidade reside com nossa escolha
Cada vida tem o que a completa
A maré sempre levará alguns
Meu norte só faz sentido para mim
Por isso defendê-lo
Não há quem vá lutar por você
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Parecemos utópicos
Contrariando por simples despeito
O diferente, o alternativo
Amaldiçoado a se arrepender
Segregado por uma escolha
Como é difícil perseguir um sonho
Ninguém quer se ver só
Se preciso destrói horizontes
Tudo por sua causa mesmo que perdida
O querer não sobrevive fora da alma
Precisa do coração certo
E de uma força desconhecida
Pois a oposição pode ser todo resto
Caminhos não faltam
A felicidade reside com nossa escolha
Cada vida tem o que a completa
A maré sempre levará alguns
Meu norte só faz sentido para mim
Por isso defendê-lo
Não há quem vá lutar por você
Ass: Danilo Mendonça Martinho
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
“Rumo ao Futuro” (02/01/2013)
Todo desconhecido vive entre medos, ainda sim beira novos sonhos. O passo nunca se parece com o desejo, mas é exatamente a descoberta que o mantém vivo. Ao nosso lado temos a escolha e o coração. Não se engane, a razão não está em nenhum dos lados. Confiar em si jamais foi garantia de sorrisos. Ao decidir fazer a curva, muito pode doer, muitas coisas podem se perder e o destino se embaralhar. Só que no fim dela permanecerá seu espírito. Nenhum outro horizonte além daquele que você desenhou te trará paz. É o que nos mantém derrapando nessa estrada ajustando a direção. Os sonhos e os fracassos vão continuar beirando o possível, mas a escolha e o coração estão do nosso lado.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
“Não sei se é Natal” (26/12/2012)
O vidro trabalhado distorce o nascer do sol que me acorda. Desperto em uma memória muito viva. As cores da folhagem, do céu, das paredes e do sofá. Tudo está intacto. Queria poder trazer outras pessoas aqui. Não me recordo exatamente dos natais que passei neste lugar, mas jamais esqueço a melhor forma que a vida me acordou. O mundo preocupava menos é verdade, mesmo assim assim aquela natureza trazia uma paz inigualável. Já mudei tantas vezes minhas cama na busca deste raio magnífico, sem sucesso. Hoje quando a luz chega, meu corpo já está vagando há algumas horas. Talvez o importante é que o momento ainda é vivo.
Do outro lado da janela há um avarandado que cerca toda casa. Nos pilares de tijolos laranjas diversos ganchos para descansar as redes. O vidro do amanhecer, faz na verdade parte de uma porta, dessas que as casas tem para receber convidados sem passar pela cozinha. Jamais foi aberta. Mais adiante há um lago entre duas grandes árvores que costumávamos subir. Na esquerda o campo de futebol improvisado e na cerca os pinheiros enfileirados. A casa era um único silêncio. A sala da TV e os quartos ficavam no lado oposto das janelas. Um batente sem porta separava tudo da copa e da cozinha. Eu de olhos abertos, aguardava. Logo tinha o café em família, logo o quintal estava aberto e poderíamos todos se perder em mais um dia.
Não lembro se era natal, só sei que todo ano isto era meu presente, aquele que mais queria...a felicidade.
Ass: Danilo Mendonça Martinho
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
“Terciário” (10/12/2012)
O mundo há de ter outro dono
Um que não nos assemelhe
Este lugar não tem nada de nosso
O poder é invenção humana
Para generalizar verdades particulares
A ideia é esvaziar o indivíduo
Fazer da vida descartável
Assim a consciência não cobra
Os olhos preferem não ver
O que o coração sente
Entristece as inúmeras faces da miséria
Mas o que mata não é a mão que estende
É o corpo desprovido de escrúpulos
Aqueles de posse da fábula do poder
Escolhem deixar o povo na sua escuridão
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Um que não nos assemelhe
Este lugar não tem nada de nosso
O poder é invenção humana
Para generalizar verdades particulares
A ideia é esvaziar o indivíduo
Fazer da vida descartável
Assim a consciência não cobra
Os olhos preferem não ver
O que o coração sente
Entristece as inúmeras faces da miséria
Mas o que mata não é a mão que estende
É o corpo desprovido de escrúpulos
Aqueles de posse da fábula do poder
Escolhem deixar o povo na sua escuridão
Ass: Danilo Mendonça Martinho
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