Cansei de me arrepender
Descobri tarde a ilusão
Não há alternativa perfeita
Nem outra versão mais feliz
Não há certeza do sucesso
Só porque aqui encontrei fracasso
O arrependimento é apenas uma ideia
É jogar para o passado a responsabilidade
É uma fábula da imaginação
Uma alternativa sem garantias
Que tomamos como verdade absoluta
A imaginação é um lugar bom
Sonhos de sucesso
Invariavelmente vencemos
É isso que projetamos do outro lado
A realidade não tem a menor chance
Como não se arrepender disso?
Risquei do dicionário
Não faz sentido esse peso
Incerteza do passado
Se é para imaginar algo melhor
Tem um futuro inteiro para isso
Ass: Danilo Mendonça Martinho
sábado, 14 de abril de 2018
sábado, 7 de abril de 2018
"A calada da noite consente" (07/04/2018)
Quando o povo gritou fora
Moveram-se os céus e montanhas
Quando o povo gritou fora de novo
Ficou no vácuo da ilusão
Dois lados e a mesma decepção
Tuas palavras são apenas fantoches
Convenientes ao poder de poucos
Inúteis a necessidade de muitos
Aqui somos milhões,
mas lá são milhões no bolso
Esse discurso de rancor e menosprezo
Só serve para perfil de rede social
Para ser cidadão precisa de mais zelo
Tomar conta do distrito federal
A língua afiada só serve aos outros
Que separam o que podia ser um só
Temos essa fraqueza em comum
Ceder ao ódio e não a compaixão
Quando o povo voltou a gritar
A decisão já tinha sido tomada
O que era pra ser um país melhor
Passou a ser tarde demais
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Moveram-se os céus e montanhas
Quando o povo gritou fora de novo
Ficou no vácuo da ilusão
Dois lados e a mesma decepção
Tuas palavras são apenas fantoches
Convenientes ao poder de poucos
Inúteis a necessidade de muitos
Aqui somos milhões,
mas lá são milhões no bolso
Esse discurso de rancor e menosprezo
Só serve para perfil de rede social
Para ser cidadão precisa de mais zelo
Tomar conta do distrito federal
A língua afiada só serve aos outros
Que separam o que podia ser um só
Temos essa fraqueza em comum
Ceder ao ódio e não a compaixão
Quando o povo voltou a gritar
A decisão já tinha sido tomada
O que era pra ser um país melhor
Passou a ser tarde demais
Ass: Danilo Mendonça Martinho
domingo, 1 de abril de 2018
“Você sabe” (01/02/2018)
Talvez eu tenha que contar o tempo
Talvez já execute o que não quero
Talvez seja medo ou responsabilidade
Talvez tenha deixado passar
Talvez tenha me deixado levar
Talvez sejam amarras ou inseguranças
Talvez seja apego ao passado
Talvez seja incapacidade de crescer
Talvez seja auto-sabotagem
Talvez seja satisfação na ilusão
Talvez falte fé no sonho
Talvez falte em si mesmo
Talvez eu esqueci como cheguei
Talvez eu apenas me perdi
Talvez tenha perdido a vontade
Há sempre uma desculpa
Há sempre uma palavra
Só fica no talvez quem se cala
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Talvez já execute o que não quero
Talvez seja medo ou responsabilidade
Talvez tenha deixado passar
Talvez tenha me deixado levar
Talvez sejam amarras ou inseguranças
Talvez seja apego ao passado
Talvez seja incapacidade de crescer
Talvez seja auto-sabotagem
Talvez seja satisfação na ilusão
Talvez falte fé no sonho
Talvez falte em si mesmo
Talvez eu esqueci como cheguei
Talvez eu apenas me perdi
Talvez tenha perdido a vontade
Há sempre uma desculpa
Há sempre uma palavra
Só fica no talvez quem se cala
Ass: Danilo Mendonça Martinho
domingo, 25 de março de 2018
“Queda Livre” (18/01/2018)
No disfarce da chuva
A voz não poupou ninguém
Entregue ao ódio
Mergulhada na inércia
A razão que se perdia
Era a mesma que justificava
A emoção não esconde a alma
A raiva cega aguçava os sentidos
Acabava ali naquele instante
A mente despedaçada em dúvida
A gota que toca a pele
Escorre a lágrima, penetra na alma
A gota que é prisma
Ilumina o caminho, clareia a escolha
A gota no meio da tempestade
Sem tréguas e nada além da verdade
A gota que chega ao chão sabe
Que é a última vez
Ass: Danilo Mendonça Martinho
A voz não poupou ninguém
Entregue ao ódio
Mergulhada na inércia
A razão que se perdia
Era a mesma que justificava
A emoção não esconde a alma
A raiva cega aguçava os sentidos
Acabava ali naquele instante
A mente despedaçada em dúvida
A gota que toca a pele
Escorre a lágrima, penetra na alma
A gota que é prisma
Ilumina o caminho, clareia a escolha
A gota no meio da tempestade
Sem tréguas e nada além da verdade
A gota que chega ao chão sabe
Que é a última vez
Ass: Danilo Mendonça Martinho
sábado, 17 de fevereiro de 2018
“Pra Hoje” (16/01/2018)
É gostoso fitar os olhos do passado
O sorriso sincero, o rosto inocente
Quando tudo era simplesmente possível
Quase posso sentir o gosto da novidade
Dá um nó na alma, um arrepio na pele
Como se pudesse ser outra vez
Outros tempos uniram sonhos
Seria difícil não se entregar
Se corações convencessem razões
Se palavras não fossem silêncio
Escolhas são curvas, não bifurcações
O que sou passa pelo que não fiz
Só posso admirar essa escuridão na pupila
Esse reflexo de outra vida
Essas ilusões infantis
O corpo brinca, a voz se cala
O que seria chance, hoje é fantasia
Pois o impossível se tornou felicidade
Ass: Danilo Mendonça Martinho
O sorriso sincero, o rosto inocente
Quando tudo era simplesmente possível
Quase posso sentir o gosto da novidade
Dá um nó na alma, um arrepio na pele
Como se pudesse ser outra vez
Outros tempos uniram sonhos
Seria difícil não se entregar
Se corações convencessem razões
Se palavras não fossem silêncio
Escolhas são curvas, não bifurcações
O que sou passa pelo que não fiz
Só posso admirar essa escuridão na pupila
Esse reflexo de outra vida
Essas ilusões infantis
O corpo brinca, a voz se cala
O que seria chance, hoje é fantasia
Pois o impossível se tornou felicidade
Ass: Danilo Mendonça Martinho
sábado, 10 de fevereiro de 2018
“Procurado” (15/01/2018)
Vou pegar de assalto uma poesia
Roubar um coração
Levar o verso que deixaram cair
Decifrar o segredo do sorriso
Hackear uma alma
Encurralar o sonho
Sequestrar a esperança
Comandar a horda de sentimentos bandidos
Não vamos deixar dormir
A sanidade será questionável
Serei conhecido até a razão
Criador de ilusões
Ladrão de romances
Na posse de todas as rimas
O amor não vai ter volta
A palavra não terá perdão
Ass: Danilo Mendonça Martinho
Roubar um coração
Levar o verso que deixaram cair
Decifrar o segredo do sorriso
Hackear uma alma
Encurralar o sonho
Sequestrar a esperança
Comandar a horda de sentimentos bandidos
Não vamos deixar dormir
A sanidade será questionável
Serei conhecido até a razão
Criador de ilusões
Ladrão de romances
Na posse de todas as rimas
O amor não vai ter volta
A palavra não terá perdão
Ass: Danilo Mendonça Martinho
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
“Rédeas” (02/01/2018)
O primeiro de muitos
É mais um entre tantos
Mas o que é histórico
Não pode ser diluído
A melhor forma de fazê-lo
É transformar o meio em recomeço
É levar para cama teu fim
Acordar despido do passado
O ceticismo me mostra ilusão
A rotina quebra o espírito
A dúvida faz acampamento
O que sobra para coragem?
O possível é questão de fé
A verdade questão de coração
O sonho questão de vontade
A vida questão de ser
Seja o dia que for
Quando decidir dar sentido
Será o teu começo
Será teu para chamar de pra sempre
Existe o primeiro de todos
Existe o primeiro de todo resto
Ass: Danilo Mendonça Martinho
É mais um entre tantos
Mas o que é histórico
Não pode ser diluído
A melhor forma de fazê-lo
É transformar o meio em recomeço
É levar para cama teu fim
Acordar despido do passado
O ceticismo me mostra ilusão
A rotina quebra o espírito
A dúvida faz acampamento
O que sobra para coragem?
O possível é questão de fé
A verdade questão de coração
O sonho questão de vontade
A vida questão de ser
Seja o dia que for
Quando decidir dar sentido
Será o teu começo
Será teu para chamar de pra sempre
Existe o primeiro de todos
Existe o primeiro de todo resto
Ass: Danilo Mendonça Martinho
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